Estudantes de Correntina criam repelente natural para combater Aedes aegypti

Por Revista Formosa
A epidemia de dengue, doença causada pelo mosquito Aedes aegypti, segue como um desafio para a saúde pública. Na Bahia, por exemplo, a Secretaria da Saúde (Sesab) registrou 232 mil casos prováveis da doença em 2024.
Buscando uma alternativa natural para combater esse vetor e outras arboviroses, como zika e chikungunya, os estudantes Gabriel Teixeira, Yan Alves e João Paulo Almeida, do Colégio Estadual de Correntina, no Oeste baiano, desenvolveram um repelente à base de cravo, capim santo, casca de laranja e óleos naturais.
O jovem cientista João Paulo conta que a criação do repelente veio para ajudar os moradores a se protegerem das arboviroses. "A nossa ideia foi baseada no acúmulo de mosquito Aedes aegypti na nossa região. Selecionamos os ingredientes, depois de muita pesquisa, por conterem substâncias que, juntas, combatem diretamente esse e outros insetos, e desenvolvemos um produto sustentável e de baixo custo para prevenir os moradores das doenças transmitidas por esses vetores".
Ainda segundo o estudante, o processo de criação e testes durou cerca de cinco meses até chegar à versão final. "Nós realizamos testes em diferentes tipos de peles. Os resultados foram promissores. O óleo de citronela, extraído do capim santo, teve total repelência nas três espécies de mosquitos que testamos. Além disso, também avaliamos os resultados em crianças a partir de 4 anos, que não demonstraram nenhum tipo de reação alérgica ou irritação, o que é muito bom, pois crianças são bem sensíveis aos repelentes convencionais", completa.
Com apoio da Secretaria da Educação (SEC), e sob orientação da professora Zélia Nascimento, os estudantes afirmam que qualquer pessoa pode produzir o produto de forma caseira. "O repelente é feito de elementos naturais que podem ser facilmente comprados e, se armazenados da maneira correta, qualquer pessoa pode fazer em casa para se proteger das arboviroses causadas por mosquitos, como o Aedes aegypti", conclui João Paulo.
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